quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Linhas Férreas: Brasil/Esplanada

A Estrada de ferro Barão de Mauá foi a primeira ferrovia brasileira. Foi idealizada pelo empresário Irineu Evangelista de Souza, mais tarde conhecido como o Barão de Mauá. A E.F. Mauá foi inaugurada em 30 de abril de 1854. Tinha uma extensão inicial de 14,5 km, depois foi prolongada, chegando a 15,19 km.
"Esta estrada deve ser para os brasileiros uma empresa venerada; ela simboliza o alfa de nossa via-férrea; aí sentiu pela primeira vez o solo da pátria o rodar da locomotiva" (Do livro As Estradas de Ferro no Brasil, do Eng. F. P. Passos, 1879).



Primeira estação de trem no Brasil



A Estrada de Ferro Central do Brasil foi um marco importante na história ferroviária brasileira. Ela era a única ferrovia verdadeiramente nacional, já que ligava entre si os três principais Estados do Brasil: Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Esta interligação tinha um enorme movimento de pessoas e cargas, e foi importantíssima no escoamento da produção das jazidas de minério de ferro de Minas Gerais.






Aqui podemos ver uma composição da então Estrada de Ferro Leopoldina, estacionada no cais do Porto Mauá. À esquerda, vemos um barco à vapor, onde os passageiros oriundos da cidade do Rio de Janeiro se transportavam até o Porto para depois seguir a Petrópolis. A E.F. Mauá foi a responsável pelo primeiro caso de intermodalidade de transporte no Brasil.


A locomotiva Carioquinha (apelidada de Charutão) foi construída pela General Electric. É semelhante às locomotivas GE U12B e GM G12, com a cabine de operações no meio da máquina.







Esplanada, uma cidade que nasceu a partir dessas linhas  férreas


            A estação de esplanada foi inaugurada no ano de 1887, quando o então "ramal do Timbó" que partia da estação de São Francisco em Alagoinhas, rumo a Sergipe, atingiu não exatamente sue objetivo, o povoado do Timbó, mas um local a pouco mais de 3 quilômetros antes dele. Aparentimente, a essa estação teria sido dado o nome de Timbó, mas quando em 1910, prolongou alinha ate Acajutiba, A estação do timbó surgiu, 3,5 quilômetro mais a frente, no povoado, com a mudança de nome da estação para esplanada ( por falta de dados, não dar para confirmar se este nome foi dado nesta época ou se houve algum outro, dado antes). Enfim um mar de dúvidas que precisam ainda ser esclarecidas. A estação esta abandonada em 2010, embora tenha um dos maiores pátios ferroviários da linha.





À medida que os trios alcançavam uma localidade, edificavam-se uma estação de acordo com o desenvolvimento do lugar, sendo o povoado de lagoa redonda o ultimo atingindo antes do povoado timbó.

No lugarejo denominado Pedras, uma pequena ponte teria de ser construída sobre o Rio da Serra, próximo a fazenda Quinhambinda, precisando - se fazer um novo estudo dos terrenos para continuar a locação até o Timbó. Os Engenheiros encontraram dificuldades seguir pelos locais escolhidos devido os riacho existente na fazenda Jibóia, Vertente e Cabenguêlo e terrenos acidentados, necessitando obras de artes, o que aumentava o orçamento previsto, causando prejuízo cujo traçado foi abandonado.





A próxima etapa seria locar e construir a estrada até o Timbó e a estação, no centro da Praça, que possuía um comercio muito movimentado, florescente e preferido pelos habitantes das localidades circunvizinhas, onde residiam famílias de fazendeiros que juntamente co os moradores fixos, proporcionam aos visitantes uma boa impressão de elevado nível social e promoviam as tradicionais festas de fim de ano, como Natal e Reis, bem assim os festejos religiosos aos Gloriosos Santo Antonio e São Roque, atrações principais da Região que, até hoje, se festeja, assim como o anualmente festejado Dois de Junho e, sobretudo, o maravilhoso, clima apreciado e usufruído pelos veranistas, tanto que atraído pelo bem estar climática, fixaram residência e construíram casas, como o coronel Benicio Penalva, ao aposentar –se, após ter sido Tabelião de Notas em Salvador, edificou uma grande casa no local conhecido como Baixinha, terreno comprado ao Coronel Adolfo Ribeiro Guimarães, entre Esplanada e Timbó, uma grande área junto a estrada de ferro, com a frente para o Nascente, a fim de receber diretamente da mata virgem do BU e do Oceano Atlântico, o sopro salutar da ar puríssimo da natureza, onde viveu com sua família, até o fim da vida, pai de um dos maiores juristas da Bahia, o Dr. Ruy Fausto Martins Penalva, filhos ilustres de Esplanada e Timbó.

O povo do Timbó ficou entusiasmado e eufórico com a noticia de que a linha ferro estava se aproximado, e como chegada dos primeiros sinais, ou seja, os trilhos por onde os trens iriam passar já colocados, sobre os quais apareceu a primeira locomotiva, trazendo matérias, aumentando a alegria do povo e notava se um verdadeiro clima de festas com o pipocar dos foguetes e fogos de artifício e ninguém falava outra coisa, que não fosse a “resolução do Governo em mandar construir a ferrovia, que traria a facilidade de conhecer a Bahia” o que era quase impossível par ao homem que vivia no interior, carente do progresso dos grandes centros que Graças a Deus e aos Homens, estava chegando a essa região que jamais esperavam tão grandes beneficio, e dentro em breve o Timbó seria uma boa cidade.

No local onde funcionava o escritório, os galpões, almoxarifado e alojamento para trabalhadores, descobriram uma nascente próxima a duzentos metros, numa encosta cuja água examinada acusou magnésio, cálcio e muito rica em ferro, considerada muito boa a qual deveria ser aproveitada e ali aonde estava provisoriamente, poderia ser construída a estação do Timbó, ficando apena a três quilômetros de distancia do povoado que no futuro poderia estender. Convenceu a Companhia e esta mandou edificar, imediatamente, a referida estação, toda de pedras trazidas da Vila Nova Rainha, hoje, Senhor do Bonfim, Santa Luzia, atual Santa Luz e Queimadas, estação localizada no Ramal São Francisco a Juazeiro.


Através das linhas férreas, Esplanada, foi se desenvolvendo e essas mesmas linhas foram as que trouxeram o progresso para a cidade









Exemplos:






Referências: A Historia de Esplanada Hildeth Cardoso Faria.







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